GO Pro is on the road (and in the water) – Aproveita e vê aqui as virtudes da tecnologia.

 

Começo por partilhar que resisti muito tempo ao uso das tecnologias, considerando que me ocupavam tempo precioso, que só se gastava dinheiro, que era um stress, que não tinha utilidade…, que isto e aquilo.

E neste processo alimentei crenças limitantes face à cena da maquinaria. Tipo ‘ainda não tinha usado ou visto como era e já estava a colocar defeitos à máquina, e esta nem se podia defender…’

E só quando estive de mente aberta ao diferente e ao potencial que a tecnologia nos traz, é que ABRI os olhos para o mundo que me rodeia.

Eu sei que podemos viver sem tecnologia, e estar de bem connosco. Sei e acredito nisso, mas também sei que vamos desconectar de muitos e de muita coisa.

Será que há um equilíbrio possível?
É a escolha de cada um que definirá esse equilíbrio.

Porém, a nossa época, a época dos nossos filhos, está ‘contaminada’ ou ‘recheada’ (escolhe a perspetiva) de máquinas alucinantes que proporcionam registos incríveis dos momentos vividos, que permitem conectar-me com qualquer pessoa e a qualquer momento no mundo (ou quase).

Para que é que isto serve – perguntamos aos nossos filhos?

  • Serve para eu me sentir em pertença
  • Serve para eu me sentir seguro
  • Serve para me divertir
  • Serve para comunicar
  • Serve para rir
  • Serve para ter literacia digital
  • Serve para observar e sentir o mundo
  • Serve para ver e escolher em segurança

Eu digo:

Serve para o Bem ou para o Mal, depende da intenção que eu colocar no uso das coisas

Não são as coisas – telemóvel, a Go Pro, o computador, …que têm um problema ou que nos trazem problemas, mas sim Nós. Nós é que criamos na nossa mente a intenção com que vamos usar a tecnologia.

No passado, as ‘colheres de pau’ eram um instrumento importante para a culinária (e ainda o são). Aprendi a fazer bolos batidos com estas amigas. Porém, como muitos havemos de recordar, elas também foram (e ainda o são) instrumento de uso pouco ‘doce’, de uma intenção de autoridade por via da violência física.

Então, como vai a nossa Intenção Educativa?

Escolhemos acompanhar os nossos filhos nas suas necessidades e sentidos ou reprimimos e julgamos a sua época?

Partilho a história da Gro Pro cá de casa:

Este pedido já tem um ano, ao qual não cedemos por haver outras prioridades e sentidos. Porém, novamente, este ano, antes dos nossos dias de férias a 4, voltou o pedido desta tecnologia:

– mãe e pai: ‘ Nós gostávamos muito de ter a …. Pois agora é que era bom, para filmar os banhos e cenas na água, e porque isto e porque aquilo… e é para a Família, é de todos! (Uau…-  pensei eu – que evolução!) ‘. Argumentação não faltou = 20 valores em argumentação! E mais 18 valores para a estratégia associada a todo o processo: objetivo claro e bem definido, benefícios, avaliação da realidade/possibilidade e plano de ação definido – tipo: cada um de nós dá X valor para a máquina e vocês só pagariam Y.

– Filhos: ‘Podem ir ver os valores das máquinas e depois conversamos sobre essa possibilidade, ok?’

– OK!

– depois da visita à loja, surgem os valores divergentes… e os pedidos para as aquisições mais exigentes.

– Tomada de decisão final: compra da Go Pro mais adequada às finalidades (brincadeira, partilha de emoção) – tipo escolha acertada J e com contributo financeiro de todos: cada filho deu X das suas poupanças e papis mais um tanto.

Processo de negociação com consciência-responsabilidade e ação, em escuta ativa e sentido das necessidades de cada um – é três em um:

– câmara vídeo/fotográfica

– à prova de água ( versátil)

– portátil, pequena e para posteridade

Partilho que adoraram e todos os dias víamos os registos da ‘macacada’ J

Há virtudes na tecnologia, e muitas!

Cada família pode avaliar as suas prioridades, apoiando assim às escolhas responsáveis que eles (nossos filhos) vão ter que fazer ao longo da vida.

Lembro que estamos a treinar sentido nos objetivos, responsabilidade na demanda dos mesmos e compromisso consigo e com a equipa – família.

E a conexão acontece e fortalece-se!

Abraço